GREEN PEACE

GREEN PEACE

segundo a ong britânica Global Witness,
ao menos 207 pessoas morreram no mundo em 2017
por terem combatido projetos de mineração, florestais ou agroindustriais.
deste total, a maioria das mortes ocorreram na américa latina
e especialmente no brasil, que sozinho registrou 57 mortes.
este triste e preocupante número supera o recorde de 2016,
que contabilizava ao menos 200 mortos.
as vítimas eram líderes locais, responsáveis por proteger a fauna selvagem ou pessoas comuns que defendiam suas terras.
a lista segue com filipinas (48, recorde para um país asiático),
colômbia (24 mortos) e méxico (15).
importante notar: um em cada quatro deste homicídios (ao menos 46,
o dobro que em 2016), estiveram vinculados à indústria agroalimentar,
40 foram devido a disputas minerais (33 em 2016), 26 relacionados com desmatamento, e um recorde de 23 pessoas, sobretudo guardas florestais africanos, morreram tentando proteger os animais de caçadores.
e a ong adverte que não ocorrem apenas assassinatos,
dando conta de todo um arsenal para calar as pessoas,
como ameaças de morte, detenções, perseguições, ciberataques,
violência sexual e desaparecimentos.
também houve um aumento da violência contra quem defende suas terras ante uma agricultura "destrutiva", segundo a ONG, que critica os governos "negligentes" e as empresas "irresponsáveis" por anteporem os lucros "à vida humana”.
sermos o país que mais mata ativistas e defensores ambientais é sintoma claro do desequilíbrio entre o lucro a qualquer preço e as práticas genuinamente sustentáveis.
precisamos encontrar soluções éticas e buscar este equilíbrio através do diálogo e nunca, nunca perder a paz como um ponto essencial desta caminhada.

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